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Lançamento – Hoje! – Os Dias da Peste do Fábio Fernandes

Este é um post relâmpago.

Apenas para não deixar de dar o meu apoio a um grande leitor, conhecedor, tradutor e resenhista  e agora – e cada vez com mais força – escritor de Ficção Científica.

Estou falando do Fábio Fernandes.

O lançamento do livro será hoje no Bardo Batata que fica na Rua Bela Cintra, 1333 – pertinho da Av. Paulista, às 19hs.

Lamentavelmente hoje é o dia em que farei a minha festa, bem pequena, de aniversário com alguns amigos e não poderei ir no lançamento, mas me atrevo a recomendar o Fábio como escritor e principalmente como pensador do que há por vir, comunicação, interação, jogos, cibercultura e redes sociais.

Quero parabenizar a Gian Celli e Richard Diegues, editores da Tarja Editorial, pela publicação do romance do Fábio e faço aqui a minha pequena parte, mas importante, na divulgação desta obra e lançamento.

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Uma obra de Fábio Fernandes

Cada segundo passado nos torna mais dependentes da Tecnologia. Hoje ela ainda necessita de nossa interação para seguir seu desenvolvimento. Mas cada vez menos essa afirmativa é exata. Haverá um ponto de mudança. Um avanço natural. A História Humana nos ensinou isso em séculos de progresso tecnológico. E a história da evolução digital vem sendo escrita entre o ontem e o amanhã.

 

Os Dias da Peste - Fábio Fernandes

 

Atualmente convergimos para o ponto onde a tecnologia se tornou tão comum em nosso cotidiano que não a percebemos mais. Celulares, palmtops, realidade virtual, tablets, implantes, wireless, videogames e nano máquinas já são corriqueiros. Somos atendidos por máquinas, nos comunicamos através delas, permitimos que digitalizem nossas vidas em arquivos… Conversamos com elas. O tempo em que será impossível nos separarmos dos computadores está cada vez mais imediato.

E se um dia fosse necessário nos afastarmos de todo conforto tecnológico que nos cerca? Se precisássemos nos desconectar de toda a praticidade da evolução digital? Caso a sua vida, como você a conhece hoje, dependa de um total afastamento da informação, o que você faria? Se estivéssemos vivendo Os Dias da Peste moderna?

Você conseguiria puxar a tomada?

Uma visão da obra por olhos competentes

Tendo como cenário o mormaço de um Rio de Janeiro sombrio e cyberpunk, este romance narra a história de um técnico em computadores e professor universitário que ganha a vida percorrendo empresas cujos donos estão desesperados com as panes de suas máquinas. Artur Mattos é esse personagem ambíguo cuja existência vive mergulhada numa sufocante rotina diária de máquinas que quebram e cujo reparo depende do conhecimento de alguns macetes.
Mas ao mesmo tempo ele é o ser que nos fascina pelo seu conhecimento detalhado da história da evolução das tecnologias digitais. Ele é o ser dividido, no qual se confrontam a banalidade da gambiarra e a fascinação pelo universo da alta tecnologia. Como qualquer anti-herói moderno, ele é um Quixote amesquinhado, o típico personagem ao qual fomos reduzidos nas sociedades digitalizadas.
Mas a vida real de Artur Mattos se passa numa cidade opressiva. Ele é um solitário que mora num apartamento cinzento, típico de um solteiro que tem sempre a geladeira vazia e apenas café solúvel na sua mesa. Nele esta o contraste de quem tem uma vida de má-qualidade, mas ao mesmo tempo povoada pelos inventos da tecnologia de ponta, que hoje participam tanto de nossa vida que mal os percebemos.
Esse contraste chocante impressiona o leitor logo no início do livro pelo seu viés heideggeriano. Uma era dominada pelo uso comercial do computador, algo para o qual seu inventor Alan Turing jamais o concebeu. O sonho de Turing pode ter se tornado uma espécie de pesadelo digital, um produtor de vidas mesquinhas. Afinal, será que já não faz tempo que vivemos num universo cyberpunk?  Será então que devemos temer e impedir a inteligência artificial por causa do efeito nocivo de suas tecnologias?
Essa é uma das poucas questões – entre muitas – que este livro pode provocar. Um livro que não pode, tampouco, deixar de ser lido por nos seduzir com sua prosa agradável e promissora que já aparece no romance de estréia do professor Fábio Fernandes.

JOÃO DE FERNANDES TEIXEIRA é bacharel em Filosofia pela USP, mestre em Lógica e Filosofia da Ciência pela UNICAMP, PhD pela University of Essex, Inglaterra, com pós-doutorado na Tufts University, em Boston, orientado pelo Prof. Daniel Dennett. É pesquisador do CNPq e integra o programa de pós-graduação em Filosofia da Universidade Federal de São Carlos, onde é professor titular. É autor de Mente, Cérebro e Cognição, A Mente Segundo Dennett e Inteligência Artificial, entre diversos outros livros.


Ilustração de Marcelo Tonidandel

Dados Técnicos:

Autoria: Fábio Fernandes
ISBN: 978-85-61541-18-7
Edição: 1ª edição
Páginas: 184
Formato: 14×21cm
Ano: 2009

HQs e Livros Argentinos

O meu pai está em Buenos Aires por causa da BIEL, uma feira do setor elétrico, e aproveitando essa visita é que eu enviei para ele uma lista com alguns livros e HQs que só podem ser conseguidos em Baires.

1 – A HQ de El Eternauta do excelente roteirista de quadrinhos, Hector Oesterheld. Dele eu tenho e li, Mort Cinder, com ilustrações de Breccia, a história de um imortal e um antiquário, Ezra Winston, com traços a nanquim e um mix de mistério e ação, um deleite visual e intelectual.

2 – O livro ilustrado de Martín Fierro de José Hernandes, de preferência com ilustrações do Breccia. O livro é um poema épico gauchesco. O motivo do pedido? Além de gostar da literatura gauchesca, estou escrevendo uma história steampunk cujos principais personagens são gaúchos e ocorre durante a Guerra do Paraguai. Além do Fierro,  pedi também edições simples de: Don Segundo Sombra de Ricardo Guiraldes, romance gauchesco em prosa, e o relato do Estanislado del Campo sobre o gaúcho, Anastacio el Pollo, que mostra como um gaúcho se sentia perdido e era ingenuo na cidade grande.

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3 – Um livro sobre indígenas argentinos. Mapuches e Chaganes, principalmente, eles tinham características culturais muito particulares e eu não consigo encontrar material algum sobre eles no Brasil. Meu interesse é cultural e literário. Os chaganes são muito semelhantes, culturalmente, aos aborigenes australianos.

Espero que o meu pai consiga achar essas obras por lá. Ele deve retornar semana que vem. Caso eu receba esse livros, qualquer um deles, com certeza irei comentar aqui.

Estou ansioso para folhar.